Ana Paula Nonnenmacker, autora do livro “Meninos do Crack”
Ao deparar com o envolvimento de dois amigos com o crack, a jornalista Ana Paula Nonnenmacker, 27 anos, mergulhou em um submundo repleto de histórias tristes e desesperadoras. Decidida a ajudar os amigos e a conhecer de perto a problemática da droga, Ana Paula passou 11 meses frequentando bocas de fumo e pontos de prostituição. Nesse percurso, a curiosidade se transformou no livro Meninos do Crack. Em entrevista a Zero Hora, ela dá detalhes sobre a experiência que resultou na obra, que narra a trajetória de 50 dependentes com quem conviveu por meses:
Zero Hora – Por que o interesse pelo tema?
Ana Paula Nonnenmacker – A partir da convivência com duas pessoas que eram usuárias do crack. Os dois eram meus amigos. Eu via que eles queriam largar a droga, se internavam, mas recaíam. Questionava -me que droga é essa que consegue levar tão rápido ao fundo do poço.
ZH – Como surgiu a ideia do livro?
Ana Paula – Eu me sentia impotente pela situação, então comecei a pesquisar sobre o assunto na internet. Comecei observando uma boca de fumo perto da minha casa até que criei coragem e abordei um usuário. Entre idas e vindas, ele começou a me contar sua história. No início, eles não gostavam da abordagem, mas aos poucos fui conquistando mais pessoas e comecei a conhecer esse mundo.
ZH – Os usuários têm noção que estão fazendo mal para si próprio?
Ana Paula – Eles sabem o mal que a droga causa. Eles até querem largá-la, mas não conseguem. Dos 50 que entrevistei, só um deles eu sei que conseguiu cair fora. Eles se tornam escravos do vício.
ZH – A senhora conseguiu traçar um perfil social desses usuários com quem conversou? Há relação com outras drogas?
Ana Paula – Com certeza. A falta de uma estrutura familiar é um dos principais motivos. Alguns também têm muita liberdade. Não possuem limites. E tem também a relação com as outras drogas, claro. Ele começa na maconha, vai pra cocaína e acaba no crack. Só que quando chega no crack ele não tem mais volta.
ZH – Por que isso acontece?
Ana Paula – É uma droga muito potente. O efeito do crack também é muito rápido. Depois que ele usa o crack, ele nem quer saber de algo mais leve. É uma escravidão.
ZH – O que traficantes dizem?
Ana Paula – Eles sabem o que estão fazendo, mas não se importam muito. Eles deixaram bem claro para mim que é o usuário que vai até lá, e não o contrário.
ZH – O que a senhora viu de mais marcante neste período?
Ana Paula – Teve um caso que me marcou. Um menino de 18 anos que teve a mão cortada por causa de dívida de R$ 50 com um traficante.
ZH – O que pode ser feito?
Ana Paula – Não nos resta outra coisa a não ser trabalhar na prevenção. Claro que o Estado tem de investir em estrutura para atender esses viciados. Se não tiver como recuperar fica difícil de mudar nossa realidade. Muitos entram nisso por curiosidade. Temos de chegar neles antes disso.
Zero Hora – Por que o interesse pelo tema?
Ana Paula Nonnenmacker – A partir da convivência com duas pessoas que eram usuárias do crack. Os dois eram meus amigos. Eu via que eles queriam largar a droga, se internavam, mas recaíam. Questionava -me que droga é essa que consegue levar tão rápido ao fundo do poço.
ZH – Como surgiu a ideia do livro?
Ana Paula – Eu me sentia impotente pela situação, então comecei a pesquisar sobre o assunto na internet. Comecei observando uma boca de fumo perto da minha casa até que criei coragem e abordei um usuário. Entre idas e vindas, ele começou a me contar sua história. No início, eles não gostavam da abordagem, mas aos poucos fui conquistando mais pessoas e comecei a conhecer esse mundo.
ZH – Os usuários têm noção que estão fazendo mal para si próprio?
Ana Paula – Eles sabem o mal que a droga causa. Eles até querem largá-la, mas não conseguem. Dos 50 que entrevistei, só um deles eu sei que conseguiu cair fora. Eles se tornam escravos do vício.
ZH – A senhora conseguiu traçar um perfil social desses usuários com quem conversou? Há relação com outras drogas?
Ana Paula – Com certeza. A falta de uma estrutura familiar é um dos principais motivos. Alguns também têm muita liberdade. Não possuem limites. E tem também a relação com as outras drogas, claro. Ele começa na maconha, vai pra cocaína e acaba no crack. Só que quando chega no crack ele não tem mais volta.
ZH – Por que isso acontece?
Ana Paula – É uma droga muito potente. O efeito do crack também é muito rápido. Depois que ele usa o crack, ele nem quer saber de algo mais leve. É uma escravidão.
ZH – O que traficantes dizem?
Ana Paula – Eles sabem o que estão fazendo, mas não se importam muito. Eles deixaram bem claro para mim que é o usuário que vai até lá, e não o contrário.
ZH – O que a senhora viu de mais marcante neste período?
Ana Paula – Teve um caso que me marcou. Um menino de 18 anos que teve a mão cortada por causa de dívida de R$ 50 com um traficante.
ZH – O que pode ser feito?
Ana Paula – Não nos resta outra coisa a não ser trabalhar na prevenção. Claro que o Estado tem de investir em estrutura para atender esses viciados. Se não tiver como recuperar fica difícil de mudar nossa realidade. Muitos entram nisso por curiosidade. Temos de chegar neles antes disso.
- Informações sobre o livro podem ser obtidas no site www.meninosdocrack.com.br
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Dependente ou co-dependente?
As drogas são substâncias capazes de produzir alterações físicas, psíquicas e emocionais.
Podem ser utilizadas para curar doenças ou obter prazer. Então, como será que "droga" pode ser considerada do bem? Nem sempre o desagradável faz mal a saúde. Ninguém gosta de tomar injeção, mas se for necessária, essa sensação ruim passa a ser boa.Existem dois gêneros de drogas: as lícitas, permitidas por lei, sendo seu comércio legal (álcool e o cigarro, além de alguns alimentos como café, chocolate, energéticos e também medicamentos) e as ilícitas, cuja comercialização é proibida pela justiça (maconha, cocaína, ecstasy, crack, heroína, etc)...
Leia mais aqui:
http://www.antidrogas.com.br/mostraartigo.php?
c=1910&msg=Dependente ou co-dependente?
Podem ser utilizadas para curar doenças ou obter prazer. Então, como será que "droga" pode ser considerada do bem? Nem sempre o desagradável faz mal a saúde. Ninguém gosta de tomar injeção, mas se for necessária, essa sensação ruim passa a ser boa.Existem dois gêneros de drogas: as lícitas, permitidas por lei, sendo seu comércio legal (álcool e o cigarro, além de alguns alimentos como café, chocolate, energéticos e também medicamentos) e as ilícitas, cuja comercialização é proibida pela justiça (maconha, cocaína, ecstasy, crack, heroína, etc)...
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http://www.antidrogas.com.br/mostraartigo.php?
c=1910&msg=Dependente ou co-dependente?
Laudo psiquiátrico diz que músico usuário de crack que matou amiga sabia o que estava fazendo!
RIO - O laudo de exame de sanidade mental realizado por uma psiquiatra do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Heitor Carrilho concluiu que o músico Bruno Kligierman, que ano passado estrangulou até a morte a amiga Bárbara Shamon Calazans , de 18 anos, era, quando cometeu o fato, "inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato e inteiramente capaz de determinar-se de acordo com esse entendimento"...
Leia mais aqui:
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/06/29/laudo
-psiquiatrico-diz-que-musico-usuario-de-crack-que
-matou-amiga-sabia-que-estava-fazendo-917009425.asp
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-psiquiatrico-diz-que-musico-usuario-de-crack-que
-matou-amiga-sabia-que-estava-fazendo-917009425.asp
Os efeitos do crack no organismo!
Forma menos pura da cocaína, o crack tem um poder infinitamente maior de gerar dependência, pois a fumaça chega ao cérebro com velocidade e potência extremas. Ao prazer intenso e efêmero, segue-se a urgência da repetição. Além de se tornarem alvo de doenças pulmonares e circulatórias que podem levar à morte, os usuários se expõem à violência e a situações de perigo que também podem matá-lo...
Leia mais aqui:
http://zerohora.clicrbs.com.br/especial/br/cracknempensar/
conteudo,0,3755,Comocrackagenoorganismo.html
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conteudo,0,3755,Comocrackagenoorganismo.html
Quem se encontra em situação de risco ao uso de drogas?
"Todos os adolescentes". O fumo, o álcool e as drogas estão disponíveis, e a maioria dos jovens são objeto de pressão para o início de seu uso. Sem dúvida, alguns adolescentes estão em maior risco do que outros. Os três fatores mais importantes são a história familiar, o uso por parte dos pais e certas características individuais.
A história familiar de alcoolismo indicaria uma predisposição genética, teoria sustentada em estudos de filhos adotivos. Não só é fator de risco o uso por parte dos pais, mas a atitude, a educação e as medidas disciplinares inconsistentes com relação ao uso de substâncias aos seus filhos. Quando uma família está socialmente isolada é maior o perigo de uso de substâncias e aumenta o índice de abuso físico e sexual ou de fuga do lar. Outros fatores familiares predisponentes são o estresse causado por uma separação, divórcio, novas uniões conjugais, desemprego e doença ou morte de um dos pais. Um dos mais poderosos fatores predisponentes ao uso de substâncias é a influência do grupo de iguais. Um adolescente cujos melhores amigos usam o fumo, o álcool e outras drogas será mais facilmente levado a experimentar do que aquele cujos amigos evitam as drogas e não estão de acordo com seu uso.
A história familiar de alcoolismo indicaria uma predisposição genética, teoria sustentada em estudos de filhos adotivos. Não só é fator de risco o uso por parte dos pais, mas a atitude, a educação e as medidas disciplinares inconsistentes com relação ao uso de substâncias aos seus filhos. Quando uma família está socialmente isolada é maior o perigo de uso de substâncias e aumenta o índice de abuso físico e sexual ou de fuga do lar. Outros fatores familiares predisponentes são o estresse causado por uma separação, divórcio, novas uniões conjugais, desemprego e doença ou morte de um dos pais. Um dos mais poderosos fatores predisponentes ao uso de substâncias é a influência do grupo de iguais. Um adolescente cujos melhores amigos usam o fumo, o álcool e outras drogas será mais facilmente levado a experimentar do que aquele cujos amigos evitam as drogas e não estão de acordo com seu uso.
Você sabe o que é a síndrome de abstinência?
Síndrome de Abstinência é um quadro de alterações físicas, ocasionadas pela falta da droga no organismo, estas alterações variam de acordo com o tipo de droga, com a freqüência do uso, com a quantidade utilizada e com o estado físico do usuário. Por exemplo, o alcoolista, quando privado do álcool, apresentará um quadro de síndrome com tremores e sudoreses, náuseas e vômitos, podendo chegar, em casos mais graves até a delirium tremuns, coma ou morte.
Movimento por clínica para viciados colhe 3 mil assinaturas !
Cerca de 40 jovens são levados mensalmente para triagem em Pirajuí...
Leia mais aqui:
http://www.antidrogas.com.br/mostranoticia.php?c=5168
&msg=Movimento por clínica para viciados colhe 3 mil assinaturas
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